O TEMPO QUE NÃO VOLTA

Por Joel Luiz Carbonera

Por mais que eu já tenha dito antes,
Minha vida é um grande nada...
Recheado de tristezas tremendas...erros berrantes,
Angústias silenciosas...caladas.
Todos os rostos antes conhecidos...familiares,
Tornaram-se fantasmas sem nome e sem rosto,
Encaram-me com olhos frios...gélidos, polares,
Repletos de ódio, rancor e desgosto...
Olhos que antes me seguiam com admiração,
Agora me evitam...fogem de mim,
Com nojo...repugnância e incompreensão,
Ao menos privam-me de sua estreiteza enfim.
As palavras proferidas a mim antes com amor,
Tornaram-se farpas de fogo incandescente,
Que penetram na carne causando mais dor,
Dor apreciada por muitos...com um sorriso indiferente,
Enquanto antes eu secava as lágrimas de amigos e amores casuais,
Hoje tenho que secar minhas próprias lágrimas de solidão,
Lágrimas que não cessarão jamais,
E que não consigo secar...lágrimas de desilusão.
Outrora minha aparente felicidade arrancava sorrisos de verdade,
Hoje meu sorriso falso não é nada além de conveniente,
Faz as pessoas verem o que querem ...minha falsa amizade...
...estampada numa máscara artificial, mas convincente...


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