VIVER É MORRER

Por Cledir Menon Junior

Pudera enfim, sorridente lápida,
abrir teus braços à mim
não serás esta uma passagem rápida,
mas um destino sem fim

Os anos agora já não me importam,
causam apenas uma vaga saudade
Meu mundo e a realidade já não se chocam,
agora gozarei da liberdade

O medo já não me surpreende,
a fome já não me escraviza
Agora eu sinto o que você não entende,
pois a morte me imortaliza.


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