LIMITES DO SER

Por Ada Suene

Se numa redoma morastes,
Teu horizonte se encontraria
E nessa vida de contrastes,
Jamais teu olhar perceberia.
Pequeno é teu espaço,
Mas para tua alma, basta
Vences o teu cansaço
E tornas a moral não mais casta
Expandes e dominas.
Liberas o teu corpus
Invades a redoma vizinha
Não te recolhes mais
Perdeu-se a rima.
O confronto é certo.
Homem X Homem.

Liberdade da idéia
Ou desconforto do espírito?
Discussão árdua.
Fé inabalável.
Quem disse ao homem
Que seu espaço feneceria?
Quem revelou ao homem
Que tua mente expandiria?
Não vês que teu irmão sofre?
Que tua pressa pelo poder
Desagrega tua alma de teu corpo.
O brilho se encerra em teu olhar.
Tua redoma transparente
Parece não mais existir.
Mas ela está lá.
Imutável.
E protege a ti do mal latente.
Combate.
Luta.
É polida, de fato.
Não a respeitas mais.
A ignorância vigora.
É impiedosa, e fere o irmão.
Massacra o que é bom.
Onde estás então, agora?
Com medo perguntas:
Se o respeito não persiste,
Matá-lo-ei, meu irmão?
É o poder sobrepujante
que me fará melhor?
Ou será a mão que ergue
E ajuda o semelhante?
É o domínio de espaço
que te tornas mais forte?
Ou será o olhar terno
e piedoso em direção ao próximo?
Há quem diga: "que vença o melhor!"
Quem é o melhor?
Os diâmetros das redomas são iguais.
Mas sempre há aqueles que cavam túneis.


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