CARMA

Por Lorde Caronte

Estou a contemplar um jardim de flores mortas
Onde os colibris não bailam mais
Onde os aloés que de lá exalam são de pura desgraça e morte.

Estou a contemplar
Um mar de ossos
Um mar de agonia
Um mar onde já naufraga o
Amor a fé e a esperança.

Estou ante uma caverna,
Caverna esta de solidão
Abismo escuro
De desilusão.

Meus olhos já divisão
Não tão distante
O regozijo infernal

De uma vida que só me causa
Maior mau.

Mas bem sei que meu martírio,
O meu carma foi esse,
O de ter nascido.


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