Vivo no limbo
Onde não há vida nem morte.
Onde as mães não dão a luz
Onde as crianças não sorriem mais
Onde não nasce as flores não desabrocham mais
Onde não se contempla mais o nascer do sol.
Mas não há lamento que me absolva
Não há oração que minh’alma salve
Não há lágrimas que compadeça o carrasco
Que a sentença executa.
Fui concebido com este destino
Destino este, de alma maculada
Condenada a masmorra como alma penada.