Êta, Senhor! Que solidão bandida.
Parece-me um eterno fardo,
E querendo pará-lo, só retardo
A propagação de incomparável ferida.
Pais me tentam com propostas fáceis,
E amigos me sopram carnalidades vãs;
Esses amores modernos não são amores sãos,
Sim ferrugem, espinho, frutos jamais saudáveis.
Mas até quando esperarei morrendo
O que me faria sorridente viver?
Quero apenas amar, mas por enquanto 'inda a ver
Meu próprio enterro vou assim por dentro.